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05/02/2013
ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

 

 
ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Trabalho realizado por:
Carlos da Silva Souza.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Cândido Mendes/wpós como requisito parcial para obtenção do grau pós graduação no Curso de Fisioterapia em terapia intensiva.
Orientador:
Fernando de Rezende Francisco.
 
Resumo
Realizou-se um estudo com revisão bibliográfica e abordagem qualitativa, com o objetivo de demonstrar a atuação da fisioterapia em UTI adulto. Visando esclarecer quais são as atribuições e atitudes que um fisioterapeuta deve ter para com seus colegas de profissão e pacientes. Sem julgar que uma especialização é mais importante que a outra e sim em oferecer um atendimento completo com a utilização de métodos e técnicas pertinentes ao fisioterapeuta mesmo que especialista.
Comprovou-se que à diminuição do tempo de permanência do paciente crítico na UTI, tanto quanto o tempo de ocupação do leito se faz reduzido. Devido aos comprometimentos motores e sensitivos presentes nas patologias, a intervenção fisioterapêutica através da fisioterapia (respiratória, cardiaca, motora), cinesioterapia, buscam manter, corrigir ou recuperar uma determinada função, e baseia-se no desenvolvimento, melhora, restauração e manutenção da força, resistência à fadiga, mobilidade, flexibilidade, relaxamento e coordenação motora.
Palavras-chave: fisioterapia,interdisciplinaridade , cinesioterapia, respiratória, cardiaca, motora e UTI.
 
Abstract
 
A bibliographic review and study with a qualitative approach, with the in order to demonstrate the performance of physical therapy in ICU adult. In order to clarify What are the roles and attitudes that a physical therapist must have to with your colleagues profession and patients. Without judging that a specialization is more important than the another and Yes in offering a complete service with the use of methods and relevant techniques by physical therapist even if expert.
Proved that the reduction of on-call time of critical patient in the ICU as far as the bed occupancy time is reduced. Due to compromises engines and sensitives present in pathologies, the intervention physiotherapist through physical therapy (breathing, heart rate, motor), kinesitherapy, seek to maintain, fix or retrieve a particular function, and is based on development, improvement, restoration and maintenance of strength, fatigue resistance, mobility, flexibility, relaxation and motor coordination.
Keywords: physiotherapy, interdisciplinarity, kinesitherapy, respiratory, cardiac, motor and UTI.
 
Introdução
É de extrema importância que a formação do fisioterapeuta seja complementada com especializações voltadas para a área do intensivismo. E se faz necessário saber quais são as atribuições e responsabilidades que um fisioterapeuta precisa ter para trabalhar em uma UTI com autonomia. Já que pela portaria do Ministério da Saúde nº 1.071, de 04 de julho de 2005 sobre a Política Nacional de atendimento ao paciente crítico, o fisioterapeuta se faz necessário na equipe de multiprofissionais. Esse esclarecimento se faz necessário pelo fato de existirem poucos artigos que retratem as contribuições do fisioterapeuta para com a equipe na UTI adulto. E quais são as técnicas utilizadas para reduzir o tempo de permanência do paciente no Hospital. Assunto esse de interesse de todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente com pacientes hospitalizados em estado crítico. Além de promover um maior esclarecimento para os acadêmicos, e profissionais da saúde que se interessam por essa área.
 
Problema
O papel da fisioterapia para com a equipe multidisciplinar?
Observou-se que para reduzir o tempo de permanência do paciente na UTI adulto, todas as técnicas e procedimentos fisioterápicos são importantes para a alta do paciente crítico e não só ao manuseio da assistência na ventilação mecânica invasiva e não invasiva.
 
Justificativa da Pesquisa
Demonstrou-se que para evitar escaras de decúbito, atrofia muscular, síndrome do imobilismo, o contato prolongado com bactérias resistentes e a mais relevante sendo o aumento do tempo de internação do paciente crítico na UTI adulto. É necessário que seja esclarecido qual é o verdadeiro papel do fisioterapeuta na UTI adulto.


Objetivo Geral
Demonstrar o papel da fisioterapia na UTI adulto.
 
Objetivo Específico
O presente estudo objetiva demonstrar a atuação do fisioterapeuta em:
- relação ao tempo de permanência do paciente na UTI em ( %).
-melhorar as condições pulmonares do paciente
-prevenir complicações ventilatórias
-manter a amplitude de movimento
-evitar complicações músculo esqueléticas
-estimular a mudança de decúbito e o ortostatismo
 
Desenvolvimento
1. Surgimento das Unidades de Terapia Intensiva ( UTIs)
A Unidade de Terapia Intensiva é idealizada como Unidade de Monitoração de paciente grave através da enfermeira Florence Nightingale. Em 1854 inicia-se a Guerra da Criméia no qual a Inglaterra, França e Turquia declaram guerra à Rússia. Em condições precárias, passa existir alta mortalidade entre os soldados hospitalizados, atingindo 40% de óbitos. Florence e mais 38 voluntárias partem para os Campos de Scurati, incorporam-se ao atendimento e a mortalidade cai para 2%. Respeitada e adorada, Florence torna-se importante figura de decisão, sendo referência entre os combatentes. Contudo, o destino lhe reservou um grande golpe quando contrai tifo e permanece com sérias restrições físicas, retornando em 1856 da Criméia. Citado por: www.medicinaintensiva.com.br
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) surgiram no Brasil na década de 70 do século XX. (Tranquitelli Ciampone 2007)
 
2. Surgimento da fisioterapia
A fisioterapia surgiu no país a partir de 1929, com a criação do primeiro curso técnico na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (Pereira, Almeida, 2006). Em 1950, no Brasil, houve uma grande incidência de poliomielite e como consequência, havia uma grande quantidade de indivíduos portadores de sequelas motoras que necessitavam de reabilitação para voltar a sociedade.
“Também, a quantidade de pessoas atingidas pelo de trabalho era uma das maiores da América do Sul, o que permitia a inferência de que uma expressiva faixa populacional precisava ser reabilitada para integrar-se ao sistema produtivo” (BOTOMÉ; REBELATTO, 1999, P.50)
 
2.1 A fisioterapia como ciência da saúde
 
2.1.1 Definição de fisioterapia
É uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais(Coffito.org.br)
 
2.1.2 A fisioterapia e o paciente crítico
A fisioterapia no paciente crítico é fundamental para manutenção e prevenção de vários aspectos da fisiologia em virtude da dependência total ou parcial dos pacientes que podem culminar na chamada Síndrome do Imobilismo. Na Síndrome há diminuição do trofismo muscular, emagrecimento, retração de tendões e vícios posturais que podem provocar contrações permanentes e no dorso ( nas costas ) as chamadas escaras. A assistência ventilatória é outra necessidade fundamental realizada através do fisioterapeuta, que efetua higienização brônquica diária através de técnicas específicas e controle do ventilador mecânico juntamente com o médico.Citado por: www.sobrati.com.br
 
3. A equipe de uma UTI
Nas últimas décadas as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm se tornado uma concentração não somente de pacientes críticos e de tecnologia avançada, mas também de uma equipe multiprofissional experiente com competências específicas (NORREMBERG-2000)
Nos anos 80, em decorrência de seu crescimento técnico científico, houve um maior reconhecimento e valorização da Fisioterapia Respiratória. Esse campo de atuação profissional diferenciava cada vez mais dos atendimentos ambulatoriais realizados em clínicas e centros de reabilitação, tornando-se imprescindível no meio hospitalar, onde progressivamente foi implementada em enfermarias e UTIs (ASSOBRAFIR-2009)
Hoje, a equipe da Unidade de terapia intensiva (UTI) é formada normalmente pelos seguintes profissionais: fisioterapeuta, médico, enfermeiro, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social (ROGÉRIO ULTRA 2008 P.3)
 
3.1 Qual o público alvo na UTI
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI)- é um serviço de internação para pacientes críticos que requerem atenção médica e de enfermagem permanente, com dotação própria de pessoal técnico e profissional especializado, com equipamentos específicos próprios e outras tecnologias destinadas ao diagnóstico e ao tratamento. São considerados pacientes críticos aqueles com desequilíbrio de um ou mais dos principais sistemas fisiológicos, com perda de sua auto regulação, mas potencialmente reversíveis (Portaria N.551-2005).
 
3.2 Aumento da qualidade de vida do paciente crítico
Várias manobras podem ser usadas pelo fisioterapeuta na UTI.
Atualmente existe uma grande controvérsia a respeito da comprovação dessas técnicas, mas a evidência clínica parece ainda ser de grande valor para a maioria dos profissionais, principalmente aqueles com grande tempo de experiência a que elevaram o nome da fisioterapia dentro da terapia intensiva (ROGERIO ULTRA 2008 P.179)
A sobrevida dos pacientes criticamente enfermos tem aumentado em consequência da evolução tecnológica, científica e da interação multidisciplinar.
Contudo, a incidência de complicações decorrentes dos efeitos deletérios da Imobilidade na unidade de terapia intensiva(UTI), contribui para declínio funcional, aumento dos custos assistenciais, redução da qualidade de vida e sobrevida pós-alta. Objetivando atender a esta nova demanda inserida em sua responsabilidade social, as UTIs do Brasil e do mundo, buscam novas alternativas na resolução desses desafios (França 2012)
Em países como o Brasil, onde há escassez de recursos destinados à saúde, o controle da infecção hospitalar, além de atender às exigências legais e éticas, é também um problema socioeconômico, pois se tem investido em tecnologia cara, tanto na pesquisa (equipamentos, microbiologia, etc.) como na produção de novas drogas antimicrobianas. A infecção hospitalar aumenta o tempo de internação do paciente, encarecendo assim o custo da hospitalização pelo uso dos recursos hospitalares e de antimicrobianos, além do risco imposto ao paciente (MOURA 2008)

4. Critérios e normas impostos para uma UTI
Rebelatto e Botomé (1999), ao estudar o objeto de trabalho e a formação em fisioterapia no Brasil, destacam a limitação da prática fisioterapêutica direcionada para o indivíduo doente. Outros autores (Meyer, Costa, Gico, 2006; Silva, Da Ros, 2007) também referem a inadequação da formação em fisioterapia e sua descontextualização dos princípios do SUS e dos novos modelos de atenção. Na maior parte das instituições ainda predomina o modelo tecnicista, voltado para a cura de doenças e reabilitação de sequelas.
Sendo assim, o cuidado intensivo dispensado a esses pacientes críticos, geralmente torna-se mais eficaz quando desenvolvidos em setores específicos, que propiciam recursos e finalidades para sua progressão e recuperação.
Essas Unidades específicas denominadas de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).constituem um conjunto de elementos funcionais agrupados, destinado ao atendimento de pacientes graves ou de risco que exijam assistência médica e de enfermagem ininterruptos, além de equipamentos e recursos humanos especializados (Ministério da Saúde 1998). No caso da UTI adulto um fisioterapeuta para cada dez leitos ou fração no turno da manhã e da tarde.
 
4.1 Regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de tratamento intensivo
Respaldado pela Portaria-466 de quatro de junho de 1998 do Ministério de Saúde pela ANVISA que estabelece o regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de tratamento intensivo e seus respectivos anexos e pela portaria n.3.432, de 12 de agosto de 1998. Assinada pelo Ministro de Estado da Saúde (José Serra).
Citado pela Portaria n.432, de 12 de agosto de 1988, O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais, considerando: a importância na assistência das unidades que realizam tratamento intensivo nos hospitais do pais, e a necessidade de estabelecer critérios de classificação entre as Unidades de Tratamento Intensivo, de acordo com a incorporação de tecnologia , a especialização dos recursos humanos e a área física disponível, resolve:
Artº. 1º Estabelecer critérios de classificação entre as diferentes Unidades de Tratamento Intensivo – UTI.
Art. 2º - Para as finalidades desta Portaria, as Unidades de Tratamento Intensivo serão classificadas em tipo I, II e III.
§ 1º - As unidades atualmente cadastradas pelo SUS, a partir da vigência destaPortaria, serão classificadas como tipo I.§ 2º - As unidades que comprovarem o cumprimento das especificações do anexo desta Portaria, poderão ser credenciadas pelo gestor nos tipos II ou III, de acordo com a necessidade de assistência da localidade onde estão inseridas
Art. 3º - A partir da data de publicação desta portaria, serão cadastradas somente unidades do tipo II ou III.
Art. 4º - Fica revogada a Portaria GM/MS/Nº 2918, de 9 de junho de 1998, publicada n o DOU nº111, de 15 de junho de 1998, e as demais disposição em contrário.
Art. 5º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
 
4.2 Áreas de atuação da fisioterapia em UTI adulto
A atuação dirigida apenas para a reabilitação impõe restrições à prática do fisioterapeuta, que se limita a intervir quando a doença já está instalada e na maioria dos casos, de forma avançada. Rebelatto (1998) denomina essa situação “inércia profissional”, caracterizada pela passividade dos profissionais, que só atuam em face de problemas de saúde já instalados (JP bispo Junior-2009)
O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a reação de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão. (ASSOBRAFIR-2008)

5. O exercício terapêutico
O exercício terapêutico pode variar desde atividades altamente selecionadas, restritas a músculos ou partes específicas do corpo, a atividades vigorosas empregadas para restaurar o paciente convalescente ao máximo da condição física (KRUSEN 1986 CAP.18)
O exercício terapêutico é considerado um elemento central na maioria dos planos de assistência da fisioterapia, com a finalidade de aprimorar a funcionalidade física e reduzir incapacidades. Inclui uma ampla gama de atividades que previnem complicações como encurtamentos, fraquezas musculares e deformidades osteoarticulares e reduzem a utilização dos recursos da assistência de saúde durante a hospitalização ou após uma cirurgia. Estes exercícios aprimoram ou preservam a função física ou o estado de saúde dos indivíduos sadios e previnem ou minimizam as suas futuras deficiências, a perda funcional ou a incapacidade ( APP-silva 2010)
 
5.1 Osteocinemática
Movimento osteocinemático –Quando um fisioterapeuta ou um auxiliar move uma articulação através da amplitude de movimento, isto normalmente é feito para auxiliar na manutenção do movimento completo ou para determinar a natureza da resistência no final da amplitude (LIPPERT 2000)

5.2 Manobras motoras
Cita a utilização de manobras motoras intensivas: reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia.
Atuação em escaras de decúbito através do posicionamento do leito, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão).
Indicações de orteses para minimização de distúrbios ostio-articulares (DOUGALS FERRARI 2000)

5.3 Escaras e o imobilismo e suas complicações:
Escaras por compressão- O paciente em estado crítico está sujeito às escaras; é mais suscetível que a maioria dos outros pacientes. As escaras surgem quando a pele e as estruturas subjacentes são comprometidas, fazendo com que o sangue seja desviado e os vasos sanguíneos sejam forçosamente constritos, causa de isquemia e anoxia tecidual(SMITH 2004 P.99)
Manter as vias aéreas permeáveis e a ventilação pulmonar- A terapia de higiene brônquica envolve vários procedimentos que podem ser utilizados de forma isolada ou em conjunto. Os procedimentos incluem a tosse e as técnicas relacionadas para a eliminação das secreções, tais como: Aspiração, drenagem postural, manobrras fisioterápicas, acessórios da pressão positiva, mobilização e exercícios respiratórios (MACHADO 2007 P.372)
Efeitos da imobilidade- A imobilidade prolongada afeta os sistemas musculoesquelético, cardiovascular, respiratório, metabólico e nervoso central.
O efeito da imobilidade prolongada em pacientes em estado crítico poderá ser devastador. A inatividade poderá diminuir a força muscular em até 20% semanalmente (SMITH 2004 P.108)
 
6. Programa de Tratamento Fisioterapêutico
A fisioterapia respiratória é um procedimento de grande importância para o preparo dos pacientes para a cirurgia cardíaca (MACHADO 2007 P.356)
O processo de desmame da ventilação mecânica e a restauração da funcionalidade máxima de atividade são objetivos gerais do programa fisioterapêutico para o paciente dependente de ventilador.

Os objetivos específicos do programa incluem manutenção ou aumento da força e endurance muscular, amplitude articular, complacência da parede torácica, resistência cardiovascular e eliminação de secreções. Outras metas são: prevenção e tratamento da atelectasia e ruptura da pele e manutenção da homeostase (IRWIN 2003 P.474)
“O fisioterapeuta deve monitorar cuidadosamente cada resposta do paciente de UTI a todas as formas de fisioterapia. A maioria dos pacientes não manifesta efeitos negativos em tal intervenção, entretanto ofisioterapeuta deve conhecer ao possíveis efeitos adversos de cada técnica de Tratamento e reconhecê-lo caso ocorram.Especialmente quando os pacientes necessitam um tratamento fisioterápico que inclui drenagem postural, percussão e vibração...”(IRWIN 2003 P.431)
A abordagem fisioterapêutica na Unidade coronariana tem um foco preventivo para as complicações respiratórias e musculoesqueléticas, devido ao descondicionamento físico no leito e à diminuição do limiar anaeróbio (KRUSEN 1986)
 
7. Interdisciplinaridade
O valor da equipe multiprofissional não deve ser subestimado. O conhecimento, a habilidade e a experiência clinica da equipe profissional é essencial para alcançar os objetivos gerais desejados pelo programa e pelo paciente (IRWIN 2003 P.447)
A interdisciplinaridade surgiu nos anos 70 como resposta às necessidades de uma abordagem mais integradora da realidade (dencker, 2002). Ela só ocorre quando cada um dos envolvidos consegue ser autônomo o suficiente para confiar em si mesmo, para reconhecer os erros e ao mesmo tempo, apontar soluções criativas (fazenda-1994)
Fazenda (1995) considera a interdisciplinaridade uma relação de reciprocidade, mutualidade, interação que irá possibilitar o diálogo entre os interessados. Não há uma fragmentação, mas sim uma concepção unitária do agir.
Na UTI, a comunicação é um processo que envolve a percepção do ambiente e do clima de trabalho, incluindo a comunicação não verbal da equipe multiprofissional, até a interação médico/paciente e família. Estão envolvidos no processo da comunicação na UTI os pacientes, seus familiares ou qualquer pessoa com proximidade afetiva, os médicos, enfermeiros, psicólogos, religiosos e os demais membros da equipe multiprofissional (moritz-2008)
 
Conclusão
A alta incidência de pacientes em estado crítico faz com que os hospitais do Brasil e do mundo tenham que se atualizar para serem inseridos nos padrões exigidos. Para isso os hospitais se viram diante da necessidade e um dilema de ter profissionais mais qualificados e capacitados para formarem uma equipe de multiprofissionais.
Realizou-se uma revisão da literatura sobre quais são as competências,as atribuições e responsabilidades necessárias para que um fisioterapeuta faça parte de uma equipe de multiprofissionais em uma UTI adultos, colaborando para a redução das complicações como: escaras de decúbito e o imobilismo do paciente no leito de uma UTI adulto através do uso de técnicas específicas.
 
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Obs:
- Todo direito e responsabilidade do conteúdo são do seu autor.
- Publicado em 31/10/2012.
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